segunda-feira, 18 de abril de 2011

Geração à Rasca - A Nossa Culpa

PARA REFLECTIR


Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa
abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes
as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar
com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também
estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância
e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus
jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a
minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos)
vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós
1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram
nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles
a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes
deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de
diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível
cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as
expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou
presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o
melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas
vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não
havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado
com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A
vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem
Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde
não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar
a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de
aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a
pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e
da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que
os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade,
nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter
de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e
que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm
direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas,
porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem,
querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo
menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por
escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na
proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que
o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois
correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade
operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em
sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso
signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas
competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por
não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração
que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que
queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a
diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que
este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo
como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as
foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não
lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de
montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o
desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e
inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no
retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e
nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como
todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados
pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham
bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados
académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos
que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e,
oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a
subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos
nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares
a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no
que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida
e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme
convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem
fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e
a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de
uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.


"Mia Couto"

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Ganda abuso

É preciso muita lata...
Promoção redução de preço...
Puto tarado...

E ela disse...

A nossa fotografo de serviço:...
Uma viagem alucinante...
Motos GP...
Por acaso a menina joga ténis???

Regras do tenis


Área de Jogo
A dimensão do campo de Beach Tennis na modalidade de singulares é 16x5m e de pares 16x8m, dividido ao meio por uma rede com 1,70m de altura quando jogado em areia. Em outras superfícies as dimensões da modalidade de singulares é 18x5m e de pares 18x9m, dividido ao meio por uma rede a 1,85m de altura.

Bola
A bola corresponde ao peso, medida e pressão, de acordo com o homologado pela I.F.B.T. A bola aprovada tem uma inscrição Beach Tennis I.F.B.T.

Raquete
A raquete deve ser homologada pela I.F.B.T. para provas oficiais. As medidas são no máximo 55cm de comprimento e 30cm de largura.

Jogo
O objetivo do jogo é devolver a bola recebida, sem ressalto no chão, para o campo adversário.

Sorteio
A escolha de lado, servidor ou recebedor é feita por sorteio.

Mudança de lado
Quando a totalidade dos pontos for impar, os jogadores trocam de lado.

Pontuação
A pontuação é 15, 30, 40, ganha o jogo quem ganhar o ponto subsequente ao 40.

Encontros
Os encontros de singulares jogam-se à melhor de 6 jogos e os de pares à melhor de 9 jogos com diferença de 2 jogos. Em caso de igualdade joga-se um tie-break.

Tie-break
Quando existe uma igualdade de jogos a 6-6 ou 9-9 realiza-se um tie-break. No tie-break vence o jogador que primeiro chegar a 7 com diferença de 2 ou a outro número com a mesma diferença. Os jogadores mudam de lado sempre que fizerem 4 pontos.

Serviço
O serviço é efetuado atrás da linha de fundo. No jogo de Pares Mistos o jogador masculino é obrigado a servir por baixo. Existe apenas um serviço e a bola deve ser atingida antes de tocar o solo.

Falta no serviço
É considerada falta no serviço se: a bola sair fora da área do campo; a bola atingir um objeto permanente, o jogador entrar no campo antes de bater a bola.

Serviço toca na rede
Sempre que o serviço toca na rede a jogada terá de continuar. Não existe repetição.
As regras apresentadas são básicas. Situações não referidas ou omissas, remetem-se para consulta das regras oficiais.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Taxa de Penetração de Telemóvel por Distrito



Um em cada quatro portugueses usa telemóvel de terceira geração. Segundo uma pesquisa que fiz já são mais de 2,6 milhões de portugueses a utilizar telemóveis de terceira geração (3G).Está estimativa foi divulgada pelo Barómetro de Telecomunicações da Marktest, que diz respeito ao trimestre que terminou em Maio de 2008. Segundo este relatório, 2,63 milhões de portugueses utilizam um telemóvel 3G, o que corresponde a 32,1% do total dos utilizadores de telemóveis do País, com 10 ou mais anos de idade.Em Março de 2006, apenas 16,1% dos utilizadores utilizavam estes telemóveis. A penetração dos telemóveis 3G é maior nos jovens com idades entre os 15 e os 24 anos (47,5%) e nas regiões da Grande Lisboa e Grande Porto, com 33,6% e 35,8%, respectivamente.
Cerca de 77,8% dos portugueses com idades entre os 15 aos 64 anos de idade usam telemóvel, as zonas do país com maior percentagem é Aveiro e Lisboa com uma percentagem de 84%. Já em contra partida as zonas com menos percentagem são Viseu e Vila Real com uma percentagem de 60,1%. Isto foi um estudo feito pela “Marktest, Barómetro de Telecomunicações”, estudo esse feito apenas a pessoas entre os 15 anos aos 65 anos.
Taxa de Penetração de Telemóvel por Distrito
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